César esperou o momento certo para tomar o Inlab. Conforme as informações de Mes Jarha, a invasão começou à quase duas quadras do laboratório. Entrou pelo sistema subterrâneo de canalização de águas pluviais. Por sorte o lugar era amplo e estava quase vazio, nos raros dias de chuva, aquelas galerias mal davam vazão à quantidade das águas.
O sistema de captação era bastante eficiente, pena que só naquela área da cidade que era o cartão de visitas do Cairo. Ele percorreu os túneis com pressa e medo, não era esse tipo de ação que estava acostumado, o lugar era frequentado por inóspitos ratos, baratas e os menos asquerosos mas famosos escaravelhos do Egito.Metódico, já havia desenhado de antemão um pequeno mapa que o guiaria com precisão, afinal, uma vez fora do rumo ele levaria muito tempo para reencontrar o caminho. Seguindo rigorosamente as instruções em menos de cinco minutos encontrou a saída daquele túnel já dentro dos subterrâneos do Inlab. Como a estrutura arquitetônica do laboratório era diferente, César teve que descer ainda cerca de três andares em escadas escarpadas tão sombrias quanto os túneis de antes.
Ele realmente não era muito dado a essas aventuras fantásticas, mas investia fundo quando se tratava de uma boa matéria, naquele caso, literalmente fundo. Apesar de tudo, César concluiu o percurso encontrando muito menos dificuldades que imaginara. Mes Jarha estava mesmo certo, aquela entrada era muito facilitada. A porta pesada que era dificilmente usada estava destrancada. Aquela saída era usada somente para manutenção e era tão remota que certamente ficou esquecida e sem qualquer proteção.Uma vez dentro do laboratório César que trazia consigo um jaleco vestiu-o imediatamente, isso deveria ajudá-lo a se misturar entre os cientistas.
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