CAPÍTULO 47

Egmar estava completamente satisfeito, ele voltava a reinar soberano dentro da pirâmide. Os planos de sua vida toda estavam prestes a se cumprir, tal qual um oráculo lhe havia revelado – Bendito Manancial! –, o dinheiro que ele vinha investindo no Manancial, o maior templo holístico da cidade, em reconhecimento as revelações de um dos oráculos, estavam mais que justificados.

Assim que o lacaio repousou a múmia de Selkheamon no esquife e fechou seu tampo, como da outra vez um pequeno tremor sacudiu a pirâmide. Ela despertava novamente.Logo em seguida o zunido estranho que o cristal, no alto da câmara, emitia pela vibração que estava sofrendo, não deixou dúvidas, o processo de ressurreição estava em andamento.

Logo a translucidez do cristal foi gradativamente do branco a um lilás intenso, quase roxo, e continuou cada vez emitindo mais forte o zunido vibratório que atordoava os ouvidos.
A cada novo tremor quilos de poeira escorriam das frestas entre as rochas, enchendo a câmara com uma nuvem de poeira que refletindo boa parte da luz dava um efeito extraordinário ao lugar. Apesar da beleza daqueles efeitos a estrutura física da pirâmide talvez não suportasse nova desestabilização como aquela. Poderiam todos ruir junto à pirâmide.

Novamente a sala foi se iluminando cada vez mais a partir do centro e espalhando a luz por todos os cantos. Logo a luz intensificou-se tanto que foi quase impossível permanecer com os olhos abertos, mais outra vez ninguém desviaria a atenção do esquife que resplandecia com a coluna de luz mais densa incidindo diretamente sobre ele.

As sensações estranhas foram novamente sentidas, pelos do braço arrepiados pela força do campo elétrico, leves tremores pasmódicos e a dormência pelo corpo.

Quando os abalos já lhes tiravam o equilíbrio, quando a luz cegava-lhes por completo, quando o zunido exasperava ao máximo os tímpanos, tudo cessou de uma só vez.

O silêncio foi absoluto, nada acontecia na câmara, ninguém sequer respirava. Egmar esperava triunfante que Selkheamon abrisse o esquife saísse do sarcófago, mais soberano que nunca.

Todos esperavam por isso também, foram momentos de intensa expectativa. Momentos que pareciam não ter fim. O tempo foi passando e a aflição de todos crescendo a cada segundo. – O que está acontecendo?

O sorriso de Egmar se transfigurou, já era tempo o suficiente para que Selkheamon saísse do esquife. Temeu seriamente que algo tivesse saído errado.

Correu sôfrego até o altar, talvez o Faraó estivesse ainda muito fraco para abrir sozinho a tampa do esquife. Com um pouco de esforço e cuidado para não cair no poço das serpentes, Egmar levantou a tampa do sarcófago.

O Esquife da Ressurgência permanecia levemente energizado, ao levantar a tampa uma nuvem densa de vapor sob pressão espirrou lançando Egmar a alguns metros. O cheiro que exalou instantaneamente pela câmara era sufocante, aquele vapor ocre parecia ser tóxico, por sorte a câmara era grande e a quantidade do vapor limitada, logo se rarefez causando apenas náuseas e dores imediatas de cabeça.

Egmar voltou depressa a se aproximar do esquife para verificar seu interior. Ninguém mais precisou ir, a expressão de Egmar ao ver o conteúdo do ataúde foi clara o suficiente.

A múmia do Faraó Selkheamon que deveria estar viva e soberana agora não passava de uma grossa camada de um plasma viscoso e denso, uma substância fluídica, de aparência diáfana que continuou a emanar uma espécie de vapor esbranquiçado.

Os planos de Egmar foram improfícuos, nem mesmo parte da múmia tinha restado, ela estava completamente liquefeita e inócua.

Egmar transtornou-se de tal forma que pensaram que o homem teria uma síncope. – Não, não pode ser! Por quê? POR QUÊ? – Egmar aumentava o tom de sua voz, terminado a frase aos gritos.

A resposta veio do fundo da galeria – Talvez por que eu tenha vindo aqui para isso! – as palavras de Rômulo cortaram o pranto de Egmar. Rômulo levantou-se e deixou o canto da câmara indo até Egmar. – Se eu o matei da primeira vez, era natural que eu o matasse novamente, você devia ter previsto isso Hary-Seshta! – Rômulo parecia estar tomado por uma força estranha, sua personalidade pouco marcante transfigurou-se ante a todos, agora ele se dizia responsável pela destruição do humanóide e conseqüentemente dos planos de Egmar.

Logo após a morte de Disebek Djau e Ciro, Egmar deu-se por conta da fuga de Milena, César e Sadeh e deixou a câmara para resgatá-los.

Rômulo aproveitou-se desse descuido para retirar o cristal do ápice da pirâmide, e logo em seguida encaixá-lo novamente, só que numa posição invertida, desrespeitando os pontos cardeais indicados. Feito isso, as polaridades foram alteradas mudando assim a emitância luminosa e energética, também o foco e concentração de energia emanada pelo cristal.

– Akhenfis, claro, Akhenfis! – o homem continuava transtornado, mas aos poucos começava a recobrado o tino – Como eu pude deixá-lo sozinho com o corpo do Faraó! – Egmar se enchia de mais ódio ainda – Mas parece que esqueceu com quem está lhe dando meu jovem! – Egmar assumiu uma postura ameaçadora, mas Rômulo estava disposto a enfrentá-lo. – Eu devia prever que isto fosse acontecer! Se você faz questão de repetir nosso passado, devo lembrar que foi eu quem articulou sua morte em pleno púlpito!

Tudo acontecia muito rápido, ninguém conseguiu ter qualquer reação a não ser de acompanhar os fatos que sucediam de maneira sistemática e irreversível. A destruição da múmia tinha pegado a todos de surpresa, mesmo porque eles tinham descoberto há pouco tempo que Rômulo era o verdadeiro Akhenfis.

A expectativa agora era parar o embate entre Rômulo e Egmar, ou mais precisamente entre Akhenfis e Hary-Seshta.

Milena era a mais nervosa de todos, mesmo sem nunca ter tido qualquer contato maior com Rômulo, ela sabia que se ele tinha a mesma alma que Akhenfis só poderia ser uma grande pessoa.

– Acho tão estranho logo você querer acabar com o último exemplar dessa espécie alienígena! É provável que não saiba, mas foram os antepassados de Akhenfis, seus antepassados, que os trouxeram e negociaram o povo egípcio com essa espécie!

Egmar pareceu disposto a revelar a origem de Selkheamon e de como ele tinha dominado a região, mas ardil apenas desviava o foco das atenções. Aproximou-se o suficiente de Rômulo para que ele não tivesse chances de escapar.

O barulho do disparo despertou-os daquele transe hipnótico, Egmar havia conseguido com seus sortilégios paralisar a todos. Bem próximo de Rômulo, quase à queima-roupa, Egmar acertou de forma fulminante mais uma de suas vítimas, a bala chegou a atravessar o corpo do jovem.

Antes que o corpo chegasse ao chão e que Egmar pudesse saborear a desforra, mais alguém entrou na câmara, dessa vez com o devido respaldo da polícia local que estava fortemente equipada para resolver o caso de uma vez por todas.

Aquela nova presença não chegou a ser propriamente uma grande surpresa para Egmar. A última peça enfim se encaixava no quebra-cabeça.

Hetheres tinha esquecido que estava tão próxima do fosso, ao recuar o terceiro passo foi inevitável que se desequilibrasse. Ela ficou por alguns segundos ali, movendo as braços em todas as direções no afã de re-equilibrar-se, poderia ter sido resgatada, mas não foi da vontade de seu interlocutor salvá-la.

Diferente de Fhara, ela atingiu o fundo poço ainda consciente, e pode sentir a fúria das serpentes e seus botes mortais lacerando sua pele.
Nahgibis tinha chego de viagem há poucas horas, ele era apenas um ano mais novo que seu irmão Akhenfis que tinha vinte anos.

Nahgibis já
estava retornando e quando soube dos acontecimentos na cidade, apressou ainda mais seu retorno. Ele havia passado grande parte de sua infância viajando pelo mundo. Tinha tido uma educação incomparável e riquíssima, mas ao certo ninguém sabia como seu caráter tinha se formado.

O povo esperava ansioso pelo único descendente da família real do último Faraó antes da dominação de Selkheamon.
A semelhança entre os dois irmãos era impressionante, os mesmos traços marcantes e olhar inteligente, Nahgibis era apenas um pouco mais alto e corpulento. Milena entendeu porque havia se confundido antes, agora sim ela se deparava com a reencarnação de seu ex-noivo Oscar.

Nahgibis e Oscar eram incrivelmente parecidos, as duas vidas se misturavam com perfeição,
o mesmo requinte, a mesma educação, Milena estava boquiaberta até mesmo Oscar naquele contexto inexplicável.

Não foi difícil para o povo órfão acatá-lo como novo soberano. Nahgib
is herdara da família o dom da oratória, ainda mais polido e envernizado por suas viagens pelo mundo, sem dúvida seria um Faraó de primeira grandeza. Umas de suas primeiras medidas envolviam Hary-Seshta e seu pupilo Nikha-Meon que foram condenados à morte, no entanto obtiveram clemência por conta de terem sido sacerdotes de Amon, tiveram suas penas abrandadas e acabaram exilados nos confins da África..
Aquela espécie de catarse coletiva tinha revelado mais alguns fatos importantes para a compreensão de como as coisas haviam progredido no Egito Antigo, e principalmente como as coisas poderiam se nortear dali para frente. Essa foi à última lembrança de Rômulo que logo em seguida caiu desfalecido no chão coberto pela areia. Ele, como Akhenfis, tinha cumprido sua missão de matar aquela criatura subumana.

Aquela nova presença na câmara, senão para Egmar, para os outros foi uma grande surpresa.

– Eu sinto muito pai, mas agora você não vai fazer mal a mais ninguém! – Oscar entrou na câmara acompanhado por dezenas de policiais, inclusive Hamed Saul, o ex-parceiro de Ciro.

Egmar imaginava que seu filho Oscar pudesse surgir afinal o nome de Nahgibis também estava inscrito no pentágono estrelado e conseqüentemente condenado a voltar naquele evento. Ele mesmo sabendo que seria impossível tentou pela vida inteira esconder de Oscar toda a verdade.

A Egmar, o grande articulador de tudo, a vida passada tinha lhe se revelado há bem mais tempo, todavia teve a infelicidade de ter como filho o próprio algoz de seu desterro no Egito.

Há alguns anos, perturbado por sonhos bizarros e visões assustadoras, o pomposo empresário já desesperado pelos pesadelos repetidos, recorreu à religião. Dentro do Manancial, um templo holístico de renome, numa sessão particular, as visões começaram a fazer sentido e a história toda finalmente tomou corpo. Um oráculo místico vinha respondendo a todas suas dúvidas.

Teve muito tempo, pode investigar particular e cuidadosamente cada uma das pessoas envolvidas e que estariam condenadas a estarem ali. Para sua surpresa, e nem tanto por coincidência, todos já estavam nessa vida praticamente ligados.

Embora as coisas estivessem provisoriamente pré-determinadas Egmar fez o que pode para alterar e catalisar o curso delas.

Oscar sempre foi mantido pelo pai a margem de seus negócios no Egito, justamente para não despertar nenhum interesse do jovem acerca das coisas daquela terra. Realmente Oscar não sentia nenhuma inclinação pelo tema, mas seu amor por Milena foi inevitável.

***

Oscar quando abandonado no Brasil por Milena não se conformou com o fim do relacionamento as vésperas do casamento, aquela história passou a incomodá-lo profundamente. Oscar não pretendia ir ao Egito atrás da noiva, no entanto mudou de idéia após receber um estranho telefonema há pouco mais de uma semana.

Uma ligação inusitada despertou sua curiosidade. Alguém do Cairo, mais precisamente do ILSGMAM o conhecido Inlab, procurava o proprietário do Sarcófago da múmia do Faraó Desconhecido. Oscar não fazia idéia – Não tenho nada a declarar! – respondeu ao repórter que havia telefonado.

Aquele telefonema insólito foi o estopim do interesse de Oscar pelo caso, já que a ligação vinha justamente de onde Milena estava, e a múmia era exatamente a mesma que ela investigava a existência. Procurou seu pai para esclarecer a propriedade da múmia, o paradeiro de Egmar foi o carimbo no passaporte de Oscar.

Ele chegou no Cairo um dia antes de Estela, Totila e Rômulo, por coincidência acabaram no mesmo hotel. Oscar conhecia muito bem Totila e a rivalidade entre as revistas Co-Fator e Vis-à-Vis, preferiu então a discrição, não declarou sua presença a Totila.

Seguindo a japonesa e Estela, descobriu boa parte da história. Subornou a empresa que locava o helicóptero e se passou pelo piloto substituto levando Totila, Rômulo e Ciro, até a pirâmide. Depois de confirmada a localização do monumento chamou a polícia, que já procurava por Egmar e o Professor Wild pelos assassinatos do Bahiti Hotel.

***

Na câmara todos estavam completamente absorvidos pela surpreendente morte de Rômulo, e pela entrada inesperada da polícia e de Oscar. Só perceberam algo errado quando Milena lentamente caiu no chão. Alguma coisa estranha acontecia com a jovem.

César foi o primeiro a socorrê-la, logo Oscar deixou de dar atenção ao pai e correu para junto deles. Hamed Saul leu os direitos e executou a prisão de um Egmar completamente derrotado.
Estavam os dois atendendo ela, César e Oscar, os dois homens da vida de Milena, vida que parecia deixar rapidamente seu corpo.

– O que foi que houve? O que há com ela? – Oscar estava assustado com o que acontecia a Milena, os demais imaginaram que as fortes emoções deviam tê-la impressionado muito e causado o súbito desmaio, afinal ela já estava a algum tempo esgotada emocionalmente.

Não demorou para perceberem que o episódio era mais sério que julgavam. Kaled não muito próximo deles assustou-se ao ver a quantidade de sangue que vinha de onde Milena estava caída. O rosto de desespero de César também foi bastante revelador.

– Uma ambulância! Rápido, alguém chame o resgate! – Oscar deu ordens aos policiais, também estava desesperado pelo que acontecia com Milena.

Sadeh e Totila acompanhavam emocionadas e a certa distância as cenas de incerteza que se desenrolavam naquela câmara.

À bala do tiro a queima-roupa que Egmar havia disparado em Rômulo tinha ultrapassado o corpo do jovem e encontrado certeiramente o peito de Milena.

Era a experiência mais fantástica de sua vida, ou de sua morte. Milena sentiu uma paz incomum, uma leveza inexplicável, via tudo meio turvo ainda, observou com ternura o que faziam tentando reanimá-la, mas sabia que seria inútil, seu tempo tinha se esgotado.

Sua mãe sempre teve razão, existia uma vida após a morte, existia alma, existia um novo mundo que Milena se recusava, até então, a acreditar. Apesar de tudo estava feliz, sabia que logo reencontraria sua mãe que tanta falta lhe fez nos últimos anos, teriam tanto a conversar.

Soube em seu coração que o encontro definitivo com César teria que esperar mais algum tempo, ainda não havia sido naquela vida que ficariam juntos, mas ainda teriam a eternidade para tentar. Do alto da câmara foi despedindo-se serenamente de todos, uma luz a poucos metros parecia lhe atrair suavemente. Seguiu feliz e em paz.

As súplicas de César e o pranto de Oscar não impediram a morte da jovem jornalista. O choro deles e logo o de Totila e Sadeh ecoaram pela pirâmide como um triste canto de dor.

Os policiais levaram Egmar preso e logo voltariam para resgatar os diversos corpos que estavam pela pirâmide. Não demoraria muito e toda imprensa também estaria a postos, com o fim do cerco dos rebeldes todos poderiam se aproximar da pirâmide, ainda que a polícia impedisse a visitação até segunda ordem.

Kaled tirou Sadeh e Totila da câmara, deixou apenas César e Oscar chorarem a perda de Milena, os dois ainda teriam muito que conversar e chorar.

À volta do nobre Nahgibis re-norteou as coisas em toda região. Foi um grande divisor de águas na história daquele povo. Ao contrário do que se esperava, a libertação das pessoas incrementou ainda mais a prosperidade das cidades.

Assim que assumiu o trono, foi como se os deuses egípcios voltassem seus olhos e bênçãos para o Faraó Nahgiamon, como passou a ser chamado em homenagem a Amon-Rá, o deus dos deuses.


Sua primeira medida, antes mesmo de assumir oficialmente o posto, foi de revelar ao povo toda verdade sobre o assassinato de seu irmão Akhenfis, verdade que tinha ouvido pela conversa entre Hetheres e Fhara, antes de morrerem no fosso das serpentes.
Assim a culpa de Radja foi expiada. Hary-Seshta e seu pupilo Nikha-Meon foram condenados a morte, mas tiveram suas penas abrandadas e foram exilados.

Conforme previam as leis, o Faraó Nahgiamon cumpriu todos os tramites religiosos e depois de embalsamado sepultou a múmia de Selkheamon na pirâmide que ele havia construído. No entanto extinguiu toda e qualquer referência de sua existência.

O povo levou quase o mesmo tempo deslocando toneladas de areia para encobrir aquele gigantesco templo funerário, que para construí-lo. Duas ou três gigantescas tempestades de areia ajudaram muito o soterramento dela.

A lembrança do ocorrido em pouco tempo transformou-se em lenda, e a lenda acabou sendo esquecida nas areias do deserto. As gerações seguintes daquele povo sequer tiveram certeza que havia mesmo existido esse tal Faraó.
Nahgiamon abandou as antigas instalações da cidade e reconstruiu a sede de seu reinado na margem oposta do Nilo, instaurando uma era de grande prosperidade.

A morte de Oferes e Fhara, levou o jovem Neferin a uma profunda depressão, nem mesmo as mudanças instituídas por Nahgiamon conseguiram animá-lo. Muito debilitado, lutou anos para recuperar-se de uma anemia profunda, que mais tarde veio a vitimá-lo.

Neferin era o último elo que mantinha Kalil preso a cidade, com a morte do amigo sentiu que sua missão já tinha acabado, sem Radja, Akhenfis e Neferin preferiu também ir embora. Partiu pelo mundo a buscar outras civilizações. Nunca se soube o que Kalil encontrou em sua jornada pelo desconhecido. As viagens longas dificilmente retornavam ao seu porto de partida, deixando assim quase impossível saber-se o que aconteceu de fato com o jovem.

Deste modo encerrou-se a história jamais contada do construtor da primeira e maior pirâmide de Egito, o Faraó Selkheamon, aquele que morreu levando consigo os mais profundos mistérios sobre a origem arquitetônica das pirâmides e suas estranhas formas de energia. Isso tudo se tornou uma lenda, que aos poucos foi esquecida e suplantada na memória do povo.

Nenhum comentário: