Milena mal pode acreditar nas outras revelações que Egmar e Wild faziam. Já não conseguia assimilar a possibilidade de extraterrestres terem visitado a Terra no Antigo Egito quanto mais o que os dois continuavam a revelar-lhe.
A idéia de reanimar o corpo de um extraterrestre mumificado há quase cinco mil anos era tão surreal que ela não conseguia conjeturar as conseqüências daquilo tudo, sentia-se vivendo numa realidade à parte.
As revelações estranhamente faziam algum sentido, com uma mente aberta eram até fatos assimiláveis, no entanto ela sentia muita dificuldade em imaginar um extraterrestre realmente vivo e andando pela pirâmide, um fato verdadeiramente empírico. Ateve-se em conhecer a história e não em acreditar especificamente, mas sabia que sua imparcialidade não poderia ir muito longe.
Os olhos de Egmar brilhavam enquanto expunha seu projeto, o homem ficou tomado por uma espécie de transe e delirava ao vislumbrar o poder e fama que obteria após a ressurreição do Faraó Desconhecido.
A pequena reunião foi interrompida por um segurança que trazia César arrastado pelo braço. Aziz ficou satisfeito por mais essa captura que a sua gerencia perspicaz comandara.
Milena sentiu-se, num primeiro momento, feliz e segura pela presença de César, mas num segundo instante percebera que as chances de fuga agora eram mínimas. Faltava ainda pegarem Gabrielle, mas nessa ela não confiaria por nada. Ficou imaginando inclusive a hora em que ela entraria na sala e se poria ao lado de Egmar no controle daquilo tudo.
César não conhecia Egmar, mas percebeu por suas atitudes que era ele quem comandava as ações por ali. Soube então a quem se reportar – Se vocês querem reaver o corpo do Faraó e o cristal de arremate, soltem a gente agora! – o segurança torceu com mais força seu braço, fazendo com que César se contorcesse de dor.
Egmar olhou em conferência para Wild e foi ao encontro de César – Então foi você quem roubou a minha pedra? – a frase soou menos indignada que deveria.
– Patrimônio da humanidade você quer dizer! – retrucou César com convicção, ele mais uma vez provava que não era somente o jovem atrapalhado que Milena achava, tudo aquilo havia transformado a vida dele também. O segurança torceu um pouco mais seu braço.
Egmar não teve com César a mesma paciência que tivera com Milena. Era uma questão de tempo até que uma tragédia acontecesse, Egmar não era nem um pouco complacente. O plano infantil de César sequer chegou a ser considerado.
O Professor Wild também não teve muita paciência com o que estava acontecendo – Não entendo porque não acabamos com eles de uma vez! – reclamou Wild baixinho. Não que ele fosse a favor da chacina que Egmar estava promovendo, mas já tinha ido até ali, e uma morte a mais ou uma morte a menos não faria tanta diferença.
De repente um barulho estranho mudou a direção das atenções. Aos poucos o som foi aumentando e se tornando mais identificável, sua origem devia estar próxima.
César e Milena trocaram olhares tentando juntos identificar o ruído. Pouco tempo depois o nervoso Sr. Aziz entrou na sala, após lançar um olhar infausto para César, foi direto ter com Egmar.
Cochichou alguma coisa e por mais que Milena se esforçasse foi vã a tentativa de ouvir algo. O comentário do gerente pareceu transfigurar Egmar, ele chamou com um gesto brusco o Professor Wild para pequena conferência em sustenido. Depois de algum tempo deixaram a sala e continuaram a conversa no corredor junto com um dos seguranças.
Milena podia vê-los pelo vidro da porta e acompanhava a crescente fúria de Egmar, Aziz gesticulava muito se explicando. O barulho, agora já estava claro o suficiente para ser identificado, o som que invadiu a sala vinha de um helicóptero. Alguém chegava ao heliponto do hotel ou, mais provavelmente, alguém deixava o Bahiti pelo céu.
César e Milena chegaram juntos a mesma conclusão. Pela reação da súcia, estavam certos no que temiam, Gabrielle havia fugido com a Pedra Apical e com o Sarcófago.
A segurança tinha cometido uma falha primária, por mais que Gabrielle fosse altamente capacitada, ela não deveria encontrar tanta facilidade na fuga. Ninguém esperava que o helicóptero partisse sem o piloto, subjugaram a italiana, ela sabia pilotar.
– Quem é essa mulher? – Egmar voltou a sala tomado de cólera – Quem é essa mulher?
Aziz adiantou-se – Ela hospedou-se no hotel com o nome de Gabrielle Bianucci! Ela está junto com eles Sr. Egmar! – o gerente apontou para a dupla brasileira.
Milena ignorou o gerente – Pensávamos justamente ao contrário, ela esteve o tempo todo tão a nossa frente que a julgamos como sua cúmplice e não nossa!
O professor Wild ouvia tudo abismado, já tinha reconhecido o nome da filha de seu colega Giuseppe Bianucci, Egmar não sabia de nada sobre o atentado ao helicóptero do arqueólogo há mais de uma década. Preferiu não contar. Naquela sala apenas Wild e César sabiam de toda verdade.
César preferiu guardar o segredo, mais tarde revelaria somente a Milena, se Egmar soubesse de tudo poderia numa crise de raiva matar a todos.
Milena deu todas as informações possíveis sobre Gabrielle, esperando algum tipo de delação premiada. Egmar estava transtornado sem saber de fato qual era a intenção da mulher. O que o matinha menos desesperado era pensar que se ela fosse mesmo destruir as relíquias já o teria feito.
– Ela deve estar atrás de dinheiro, essa mercenária, celerada, venal! Ela não sabe com quem está lhe dando! – o homem parecia espumar de ódio e vociferava pela sala não dirigindo seus desabafos a ninguém em especial, era a primeira vez que Egmar saia de si.
Wild estava ao telefone providenciando outro helicóptero, no entanto não conseguia muitos resultados, a frota de helicópteros no Cairo era muito limitada e os problemas com as comunicações dificultava a localização deles. Com sorte, só conseguiria um aparelho nas próximas 24 horas.
A idéia de reanimar o corpo de um extraterrestre mumificado há quase cinco mil anos era tão surreal que ela não conseguia conjeturar as conseqüências daquilo tudo, sentia-se vivendo numa realidade à parte.
As revelações estranhamente faziam algum sentido, com uma mente aberta eram até fatos assimiláveis, no entanto ela sentia muita dificuldade em imaginar um extraterrestre realmente vivo e andando pela pirâmide, um fato verdadeiramente empírico. Ateve-se em conhecer a história e não em acreditar especificamente, mas sabia que sua imparcialidade não poderia ir muito longe.
Os olhos de Egmar brilhavam enquanto expunha seu projeto, o homem ficou tomado por uma espécie de transe e delirava ao vislumbrar o poder e fama que obteria após a ressurreição do Faraó Desconhecido.
A pequena reunião foi interrompida por um segurança que trazia César arrastado pelo braço. Aziz ficou satisfeito por mais essa captura que a sua gerencia perspicaz comandara.
Milena sentiu-se, num primeiro momento, feliz e segura pela presença de César, mas num segundo instante percebera que as chances de fuga agora eram mínimas. Faltava ainda pegarem Gabrielle, mas nessa ela não confiaria por nada. Ficou imaginando inclusive a hora em que ela entraria na sala e se poria ao lado de Egmar no controle daquilo tudo.
César não conhecia Egmar, mas percebeu por suas atitudes que era ele quem comandava as ações por ali. Soube então a quem se reportar – Se vocês querem reaver o corpo do Faraó e o cristal de arremate, soltem a gente agora! – o segurança torceu com mais força seu braço, fazendo com que César se contorcesse de dor.
Egmar olhou em conferência para Wild e foi ao encontro de César – Então foi você quem roubou a minha pedra? – a frase soou menos indignada que deveria.
– Patrimônio da humanidade você quer dizer! – retrucou César com convicção, ele mais uma vez provava que não era somente o jovem atrapalhado que Milena achava, tudo aquilo havia transformado a vida dele também. O segurança torceu um pouco mais seu braço.
Egmar não teve com César a mesma paciência que tivera com Milena. Era uma questão de tempo até que uma tragédia acontecesse, Egmar não era nem um pouco complacente. O plano infantil de César sequer chegou a ser considerado.
O Professor Wild também não teve muita paciência com o que estava acontecendo – Não entendo porque não acabamos com eles de uma vez! – reclamou Wild baixinho. Não que ele fosse a favor da chacina que Egmar estava promovendo, mas já tinha ido até ali, e uma morte a mais ou uma morte a menos não faria tanta diferença.
De repente um barulho estranho mudou a direção das atenções. Aos poucos o som foi aumentando e se tornando mais identificável, sua origem devia estar próxima.
César e Milena trocaram olhares tentando juntos identificar o ruído. Pouco tempo depois o nervoso Sr. Aziz entrou na sala, após lançar um olhar infausto para César, foi direto ter com Egmar.
Cochichou alguma coisa e por mais que Milena se esforçasse foi vã a tentativa de ouvir algo. O comentário do gerente pareceu transfigurar Egmar, ele chamou com um gesto brusco o Professor Wild para pequena conferência em sustenido. Depois de algum tempo deixaram a sala e continuaram a conversa no corredor junto com um dos seguranças.
Milena podia vê-los pelo vidro da porta e acompanhava a crescente fúria de Egmar, Aziz gesticulava muito se explicando. O barulho, agora já estava claro o suficiente para ser identificado, o som que invadiu a sala vinha de um helicóptero. Alguém chegava ao heliponto do hotel ou, mais provavelmente, alguém deixava o Bahiti pelo céu.
César e Milena chegaram juntos a mesma conclusão. Pela reação da súcia, estavam certos no que temiam, Gabrielle havia fugido com a Pedra Apical e com o Sarcófago.
A segurança tinha cometido uma falha primária, por mais que Gabrielle fosse altamente capacitada, ela não deveria encontrar tanta facilidade na fuga. Ninguém esperava que o helicóptero partisse sem o piloto, subjugaram a italiana, ela sabia pilotar.
– Quem é essa mulher? – Egmar voltou a sala tomado de cólera – Quem é essa mulher?
Aziz adiantou-se – Ela hospedou-se no hotel com o nome de Gabrielle Bianucci! Ela está junto com eles Sr. Egmar! – o gerente apontou para a dupla brasileira.
Milena ignorou o gerente – Pensávamos justamente ao contrário, ela esteve o tempo todo tão a nossa frente que a julgamos como sua cúmplice e não nossa!
O professor Wild ouvia tudo abismado, já tinha reconhecido o nome da filha de seu colega Giuseppe Bianucci, Egmar não sabia de nada sobre o atentado ao helicóptero do arqueólogo há mais de uma década. Preferiu não contar. Naquela sala apenas Wild e César sabiam de toda verdade.
César preferiu guardar o segredo, mais tarde revelaria somente a Milena, se Egmar soubesse de tudo poderia numa crise de raiva matar a todos.
Milena deu todas as informações possíveis sobre Gabrielle, esperando algum tipo de delação premiada. Egmar estava transtornado sem saber de fato qual era a intenção da mulher. O que o matinha menos desesperado era pensar que se ela fosse mesmo destruir as relíquias já o teria feito.
– Ela deve estar atrás de dinheiro, essa mercenária, celerada, venal! Ela não sabe com quem está lhe dando! – o homem parecia espumar de ódio e vociferava pela sala não dirigindo seus desabafos a ninguém em especial, era a primeira vez que Egmar saia de si.
Wild estava ao telefone providenciando outro helicóptero, no entanto não conseguia muitos resultados, a frota de helicópteros no Cairo era muito limitada e os problemas com as comunicações dificultava a localização deles. Com sorte, só conseguiria um aparelho nas próximas 24 horas.
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