Murilo permanecia com as mão na cabeça, via nos olhos do homem que ele tinha permissão para matar, lembrou dos apelos de Mourad por sua segurança. – Se eu tivesse dado ouvidos a ele! Ele ta certo, sou mesmo um prepotente, arrogante! – numas de suas muitas conversas Mourad tinha lhe conferido esses adjetivos que só agora faziam sentido a Murilo.
– Você se meteu onde não devia garoto! Vamos até o banheiro, não quero sujar a sala do Sr. Egmar. – Murilo não discutiu, era uma questão de minutos sua morte, ali ou no banheiro não faria a menor diferença.
Mourad depois de ler os e-mail replicados de Egmar sabia que Murilo esta em risco eminente. Mesmo a centenas de quilômetros tinha que ajudar o novo parceiro, não poderia fazer muita coisa, mas faria o que estava a seu alcance.
Antes que deixassem a sala de Egmar e fossem para o banheiro, Murilo reconheceu a mão de Mourad em sua intercessão, era sua chance. De repente todo o sistema anti-incêndio do andar disparou. Além do sonoro alarme que foi disparado, dezenas de crivos foram acionados como pequenos chuveiros espalhando água por todos os lados.
Por não mais que um segundo o homem desconcentrou-se com tudo aquilo, e nessa mesma fração de tempo Murilo aproveitou a circunstância. O jovem girou o corpo já com a perna no ar, desferindo com o pé um golpe violento no rosto do homem, parando em pé depois do giro de quase 360°.
Com o chute brutal a arma que ele empunhava voou longe deixando os dois em condições iguais. Iguais em termos, Murilo era lutador de jiu-jitsu há três anos, e era um bom lutador.
– Vem agora, pode vir, porque eu não tenho problemas em sujar essa sala de sangue! – Murilo em posição de ataque chamava o homem com as mãos já preparando um novo golpe. Os dois estavam completamente encharcados pela água que continuava a jorrar do esguicho no teto como uma chuva torrencial.
O homem limpou o sangue que começava a sair do ferimento que o chute tinha lhe causado. Ele sentiu pela força do golpe e pela agilidade empenhada que Murilo não era ruim de briga, noutra situação deixaria o lugar, mas era um serviço para Egmar, se ele não concluísse o trabalho, seria ele a próxima vítima.
O homem tomou certa distância para o impulso e se lançou em cima de Murilo que o segurou com o tronco enquanto suas mãos buscaram as pernas do adversário, calçando-as por trás e puxando com força. O movimento de Murilo fez com que o homem caísse de costas no chão já empoçado d’água.
Murilo dominou-o e com sucessivos golpes na cabeça - nem soube por que tantos -, fez a avaria. Num instante o homicida jazia sem defesa, misturando seu sangue a poça d’água na sala presidencial.
Murilo ofegante - tinha usado as escadas -, restabeleceu o canal de voz para contatar Mourad.
– Valeu Mourad, se não fosse o lance do incêndio, eu estaria morto agora, foi providencial, você foi incrível cara! Na hora exata!
A tentativa desesperada de Mourad tinha funcionado, pelo sistema do computador ele havia conseguido disparar os alarmes do andar. Tinha sido a única idéia que tivera, duvidou até aquele instante que funcionaria, mas funcionou.
– Agora Murilo você tem que dar uma sumida, pelo menos até que o César e a Milena voltem ao Brasil com a matéria. Eu também vou me esconder, assim como pra ti vieram, pra mim vão vir também, sorte não saberem de onde eu estou acessando, senão era eu que estaria morto!
– Vou sumir sim, já tenho onde me esconder até tudo voltar a paz! Você sempre tem razão né! Mas eu também fiz bonito, tinha que ver! – vangloriou-se satisfeito buscando o reconhecimento internacional de suas habilidades.
Silenciaram por algum tempo. Murilo com o fôlego recuperado quebrou o silêncio detalhando sua busca pela sala presidencial.
– Você não encontrou nada de importante então?
– Eu tenho aqui uma informação, só não entendo o que isso pode significar neste contexto, mas a verdade é que o Egmar visita freqüentemente, e mantém financeiramente o Manancial!
– O quê? Um manancial?
Mourad depois de ler os e-mail replicados de Egmar sabia que Murilo esta em risco eminente. Mesmo a centenas de quilômetros tinha que ajudar o novo parceiro, não poderia fazer muita coisa, mas faria o que estava a seu alcance.
Antes que deixassem a sala de Egmar e fossem para o banheiro, Murilo reconheceu a mão de Mourad em sua intercessão, era sua chance. De repente todo o sistema anti-incêndio do andar disparou. Além do sonoro alarme que foi disparado, dezenas de crivos foram acionados como pequenos chuveiros espalhando água por todos os lados.
Por não mais que um segundo o homem desconcentrou-se com tudo aquilo, e nessa mesma fração de tempo Murilo aproveitou a circunstância. O jovem girou o corpo já com a perna no ar, desferindo com o pé um golpe violento no rosto do homem, parando em pé depois do giro de quase 360°.Com o chute brutal a arma que ele empunhava voou longe deixando os dois em condições iguais. Iguais em termos, Murilo era lutador de jiu-jitsu há três anos, e era um bom lutador.
– Vem agora, pode vir, porque eu não tenho problemas em sujar essa sala de sangue! – Murilo em posição de ataque chamava o homem com as mãos já preparando um novo golpe. Os dois estavam completamente encharcados pela água que continuava a jorrar do esguicho no teto como uma chuva torrencial.
O homem limpou o sangue que começava a sair do ferimento que o chute tinha lhe causado. Ele sentiu pela força do golpe e pela agilidade empenhada que Murilo não era ruim de briga, noutra situação deixaria o lugar, mas era um serviço para Egmar, se ele não concluísse o trabalho, seria ele a próxima vítima.
O homem tomou certa distância para o impulso e se lançou em cima de Murilo que o segurou com o tronco enquanto suas mãos buscaram as pernas do adversário, calçando-as por trás e puxando com força. O movimento de Murilo fez com que o homem caísse de costas no chão já empoçado d’água.
Murilo dominou-o e com sucessivos golpes na cabeça - nem soube por que tantos -, fez a avaria. Num instante o homicida jazia sem defesa, misturando seu sangue a poça d’água na sala presidencial.
Murilo ofegante - tinha usado as escadas -, restabeleceu o canal de voz para contatar Mourad.
– Valeu Mourad, se não fosse o lance do incêndio, eu estaria morto agora, foi providencial, você foi incrível cara! Na hora exata!
A tentativa desesperada de Mourad tinha funcionado, pelo sistema do computador ele havia conseguido disparar os alarmes do andar. Tinha sido a única idéia que tivera, duvidou até aquele instante que funcionaria, mas funcionou.
– Agora Murilo você tem que dar uma sumida, pelo menos até que o César e a Milena voltem ao Brasil com a matéria. Eu também vou me esconder, assim como pra ti vieram, pra mim vão vir também, sorte não saberem de onde eu estou acessando, senão era eu que estaria morto!
– Vou sumir sim, já tenho onde me esconder até tudo voltar a paz! Você sempre tem razão né! Mas eu também fiz bonito, tinha que ver! – vangloriou-se satisfeito buscando o reconhecimento internacional de suas habilidades.
Silenciaram por algum tempo. Murilo com o fôlego recuperado quebrou o silêncio detalhando sua busca pela sala presidencial.
– Você não encontrou nada de importante então?
– Eu tenho aqui uma informação, só não entendo o que isso pode significar neste contexto, mas a verdade é que o Egmar visita freqüentemente, e mantém financeiramente o Manancial!
– O quê? Um manancial?
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