Kaled ao se recuperar da crise emocional se deu conta que o que teve apenas algo parecido com um surto psicótico. Num instante ele estava fugindo de Disebek Djau, em seguida se viu num delírio como parte integrante de uma civilização antiga, e agora estava acompanhado de César, Sadeh e Milena. Por mais que se esforçasse estava difícil recompor sua consciência lógica.
Milena pacientemente explicou ao jovem o tombo e a pancada na cabeça. – Você estava agitado Kaled, deve ter delirado muito! Eu mesma já vi coisas incríveis por conta da picada de escorpião!
Kaled não teve coragem de contar o que tinha presenciado, ainda sentia a dor da morte de Gael bem viva em sua memória e não queria remexer nesse sentimento, preferiu se calar sobre o assunto. Precisava assentar seu coração.
Sadeh esperava ansiosa a atenção de Kaled, logo ele se deu conta que ela o olhava ternamente. Entre os dois não tinha acontecido muita coisa, apenas sentiam um profundo e mútuo afeto. O velho Gael havia dito a ele que Sadeh fazia parte de sua história, talvez sugestionado por essa afirmação o jovem começara a se interessar por ela, Sadeh imediatamente correspondeu o sentimento. – Será que Gael já sabia dessa outra vida? Ele havia me questionado sobre reencarnação... – tentou mas não conseguia desligar-se do sonho que tivera. Logo Sadeh estava abraçada ao jovem e verificava cuidadosamente seus ferimentos.
– Eu tive que fugir de Disebek Djau e desse tal de Egmar. Eles estão completamente obcecados. Quase morremos todos numa armadilha terrível, por sorte só aquele Professor do olho de vidro morreu, eu aproveitei a confusão e fugi! – Kaled pretendia sair da pirâmide o mais rápido possível e encontrar a liberdade, nenhuma fortuna valeria sua vida, ele ainda trazia consigo o documento que serviria como testamento de Gael, sua fortuna já estava encaminhada.
– Kaled você conhece algum caminho que nos tire dessa pirâmide? A passagem por onde viemos esta bloqueada!
Kaled não teria como saber caminho algum, nunca tinha entrado na pirâmide antes, no entanto apesar da forte dor de cabeça ele agora poderia conduzir o grupo como um guia.
– Se aquela passagem atrás da grande estátua foi bloqueada, para deixar a pirâmide só temos um caminho, vamos ter que passar de qualquer jeito pelo acesso que há na Câmara da Ressurreição... – Kaled elevou as mãos até a cabeça –... e é pra lá que Disebek Djau e Egmar estão indo!
Ao levantar os braços Milena viu enfiado na cintura de Kaled uma pasta já bastante desgastada pelas ultimas atividades do jovem.
“– A Esfinge, procure na Esfinge...” – Milena pode ouvir novamente as palavras de Gael em seu ouvido. Segundo Sadeh naqueles documentos havia o desenho estilizado de uma esfinge.
– É isso que procuram? – Kaled puxou a pasta que estava presa a sua cintura. Dentro dela o documento que Gael havia falado sobre a doação de seus bens, isso se o aceitassem como codicilo ou algo o valha. Na contra capa da pasta estava desenhada, da maneira rudimentar, quase burlesca, a representação de um leão alado, deitado, com cabeça de homem e olhar estóico, enfim a esfinge.
O olhar de César brilhou, assim como o de Milena ao ver a figura naquele papelão quase desmanchado pelo suor de Kaled. Só podia ser essa esfinge que o falecido espanhol se referia. Os dois passaram a esquadrinhar a pasta. Sadeh então explicou a Kaled o que se passava.
Era um desenho bastante simples e artesanal, não tinha nenhuma peculiaridade, a não ser por uma inscrição aos pés do monstro fabuloso.
– Kaled! O que significam esses símbolos? – interpelou Milena.
Ele contorceu-se para visualizar o desenho nas mãos dela – Ah, isso ai é coisa do Gael, ele mesmo fez esse desenho estilizado da esfinge, depois escreveu o meu nome em árabe aí em baixo! Acho que tem também símbolos gregos, pretendíamos conhecer a Grécia juntos! – o jovem olhou para Sadeh, os planos a incluíam.
César parecia submergir naquele enigma – Ele não falou o que queria dizer isso? Tem que ter algum código subliminar!
– Ele falava muita coisa, mas eu nem dei ouvidos, sinto muito, mas não lembro nada de importante! Gael era sim, cheio de códigos e coisas secretas, não achei que ele partiria de repente...
– Não entendo porque ele fez isso, um código tão complicado, deve haver uma mensagem importante no bilhete! – exclamou enquanto ajeitava no rosto os óculos.
Milena analisou o desenho transcrevendo para o chão de areia com a ponta do dedo aquelas letras árabes e gregas. Pareceu fazer menos sentido ainda. O mesmo sentimento era compartilhado por todos que novamente se calavam ante ao novo mistério.
– Que ótimo, por que ele não nos disse enquanto era vivo! Começou com o bilhete, depois veio a esfinge, agora são letras gregas, letras árabes, isso parece não ter um fim! – Milena estava indignada com a mais completa falta de horizontes.
César não ficou indiferente ao seu desabafo, foi como se uma luz se acendesse em seus olhos. Ele procurou nos bolsos o bilhete que Gael havia escrito antes de morrer. Esticou o papel no chão, a vista de todos, que sentaram em torno dele esperando uma explicação.
– Isso que você disse Milena: começou de um jeito e parece não ter fim! Claro! Na certa Gael era fã de romances policiais, seu código não é exatamente original... – César continuou empolgado – Essas letras gregas estão no começo da palavra em árabe e no fim dela também, e mais, a letra Alfa
é a primeira do alfabeto grego, a outra letra é Omega
que é a última letra grega! Simbolicamente representam o começo e o fim das coisas! Não é possível que seja isso?
Kaled e Sadeh olhavam fascinados a conversa dos jornalistas, na verdade Milena também demonstrava certo fascínio pela maneira em que César ia descobrindo as facetas de Gael. – Sim, agora trocamos seis por meia dúzia César! Pra mim não adiantou nada, ao invés de letras desconexas temos agora um novo mistério! – Milena estava na verdade desafiando César para que ele trabalhasse melhor.
– Você nunca brincou de código quando era jovem, ou, mais jovem? Agora vem a parte mais simples. Elementar, minha cara Milena! Veja o bilhete novamente!
Milena analisou novamente com atenção a carta de Gael – Sim César, o que sugere que façamos?
– É mais simples que você imagina, é só ler a primeira palavra e a última de cada estrofe, princípio e fim, Alfa e Omega! Assim formará um novo texto, o que Gael queria esconder caso caísse o seu bilhete em mãos erradas!
Milena fez mentalmente o que César havia dito:
Assim que concluiu ela leu em voz alta o bilhete condensado: – “Disebek Djau não é religioso, enganará todos, quer roubar tesouro. Matará todos com vírus mortal, diz que foi maldição do Faraó...” mas o bilhete foi rasgado nas estrofes finais!
– Você sabia disso tudo Sadeh, e não ia nos contar? Esse vírus é muito perigoso! Eu encontrei papéis sobre a mutação do T-rh4 para uma quinta geração ainda mais poderosa, Disebek Djau quer roubar os tesouros da pirâmide e depois ainda matar todos os rebeldes com o vírus e ocultar-se na maldição da pirâmide, é isso Sadeh? – César inflamou-se contra a jovem.
Sadeh estava com a voz embargada – Sim, eu descobri isso pouco depois que cheguei ao acampamento! Fui contra, mas como eu podia denunciar ele sendo ameaçada de morte? – Sadeh aumentou o tom da voz para se defender das acusações de César. – Quando ele me deixou há dois anos atrás, ele estava traficando drogas, eu denunciei pensando em ajudar, mas quase o mataram! Dessa vez eu só queria salvar minha vida e a do Kaled que não tem nada a ver com isso! Me calei sim, mas nunca compartilhei dos planos dele!
Milena compreendia agora os planos de Disebek Djau, o porquê ele parecia tão servil a Egmar, era tudo parte de uma estratégia. Depois de saquear a pirâmide ele liberaria o vírus, sem ninguém vivo para desmenti-lo, a lenda da maldição da pirâmide acobertaria seu crime. Milena estava chocada, quantas vidas valiam o tesouro do Faraó, quantas vidas a reportagem testemunharia?
– Ele carrega consigo uma ampola presa ao pescoço com a matriz desse vírus. Todos corremos perigo, ele pode liberar o vírus quando quiser. – Sadeh atribuiu um tom de seriedade a voz Kaled foi ao encontro dela e a consolou com um abraço indulgente.
– Tem mais... – todos continuaram olhando para Sadeh que parecia agora ter redescoberto a palavra –, não sei o que é, mas há alguns dias chegou caixa enorme vinda do Cairo, Disebek Djau ficou nervoso e mandou que levassem essa caixa direto para dentro da pirâmide, tentei descobrir o que era, mas não deu! – Kaled confirmou a chegada da caixa estranha, na verdade César e Milena também já tinham visto aquela caixa quando tentaram invadir o cerco da primeira vez.
Todos ficaram completamente abismados com a história, mas não podiam fazer nada no momento, apenas continuar a jornada. Se era impossível deixar a pirâmide sem passar pela Câmara da Ressurreição, que assim fosse, logo descobririam o que mais Disebek Djau estava planejando, na certa sem o conhecimento de Egmar.
– Tem alguma coisa que não se encaixa nisso tudo, Gael não ajudaria Disebek Djau, ao contrário! O que será que diziam as últimas estrofes do bilhete? – Kaled conseguiu estender o enigma por mais um tempo, mas em vão, ninguém conseguiu pensar em mais nada. Num outro bolso de César permanecia esquecido o resto de bilhete encontrado no bloco, o forte stress havia apagado completamente da memória de César esse fato.
Kaled não teve coragem de contar o que tinha presenciado, ainda sentia a dor da morte de Gael bem viva em sua memória e não queria remexer nesse sentimento, preferiu se calar sobre o assunto. Precisava assentar seu coração.
Sadeh esperava ansiosa a atenção de Kaled, logo ele se deu conta que ela o olhava ternamente. Entre os dois não tinha acontecido muita coisa, apenas sentiam um profundo e mútuo afeto. O velho Gael havia dito a ele que Sadeh fazia parte de sua história, talvez sugestionado por essa afirmação o jovem começara a se interessar por ela, Sadeh imediatamente correspondeu o sentimento. – Será que Gael já sabia dessa outra vida? Ele havia me questionado sobre reencarnação... – tentou mas não conseguia desligar-se do sonho que tivera. Logo Sadeh estava abraçada ao jovem e verificava cuidadosamente seus ferimentos.
– Eu tive que fugir de Disebek Djau e desse tal de Egmar. Eles estão completamente obcecados. Quase morremos todos numa armadilha terrível, por sorte só aquele Professor do olho de vidro morreu, eu aproveitei a confusão e fugi! – Kaled pretendia sair da pirâmide o mais rápido possível e encontrar a liberdade, nenhuma fortuna valeria sua vida, ele ainda trazia consigo o documento que serviria como testamento de Gael, sua fortuna já estava encaminhada.
– Kaled você conhece algum caminho que nos tire dessa pirâmide? A passagem por onde viemos esta bloqueada!
Kaled não teria como saber caminho algum, nunca tinha entrado na pirâmide antes, no entanto apesar da forte dor de cabeça ele agora poderia conduzir o grupo como um guia.
– Se aquela passagem atrás da grande estátua foi bloqueada, para deixar a pirâmide só temos um caminho, vamos ter que passar de qualquer jeito pelo acesso que há na Câmara da Ressurreição... – Kaled elevou as mãos até a cabeça –... e é pra lá que Disebek Djau e Egmar estão indo!
Ao levantar os braços Milena viu enfiado na cintura de Kaled uma pasta já bastante desgastada pelas ultimas atividades do jovem.
“– A Esfinge, procure na Esfinge...” – Milena pode ouvir novamente as palavras de Gael em seu ouvido. Segundo Sadeh naqueles documentos havia o desenho estilizado de uma esfinge.
– É isso que procuram? – Kaled puxou a pasta que estava presa a sua cintura. Dentro dela o documento que Gael havia falado sobre a doação de seus bens, isso se o aceitassem como codicilo ou algo o valha. Na contra capa da pasta estava desenhada, da maneira rudimentar, quase burlesca, a representação de um leão alado, deitado, com cabeça de homem e olhar estóico, enfim a esfinge.

O olhar de César brilhou, assim como o de Milena ao ver a figura naquele papelão quase desmanchado pelo suor de Kaled. Só podia ser essa esfinge que o falecido espanhol se referia. Os dois passaram a esquadrinhar a pasta. Sadeh então explicou a Kaled o que se passava.
Era um desenho bastante simples e artesanal, não tinha nenhuma peculiaridade, a não ser por uma inscrição aos pés do monstro fabuloso.
– Kaled! O que significam esses símbolos? – interpelou Milena.
Ele contorceu-se para visualizar o desenho nas mãos dela – Ah, isso ai é coisa do Gael, ele mesmo fez esse desenho estilizado da esfinge, depois escreveu o meu nome em árabe aí em baixo! Acho que tem também símbolos gregos, pretendíamos conhecer a Grécia juntos! – o jovem olhou para Sadeh, os planos a incluíam.
César parecia submergir naquele enigma – Ele não falou o que queria dizer isso? Tem que ter algum código subliminar!
– Ele falava muita coisa, mas eu nem dei ouvidos, sinto muito, mas não lembro nada de importante! Gael era sim, cheio de códigos e coisas secretas, não achei que ele partiria de repente...
– Não entendo porque ele fez isso, um código tão complicado, deve haver uma mensagem importante no bilhete! – exclamou enquanto ajeitava no rosto os óculos.
Milena analisou o desenho transcrevendo para o chão de areia com a ponta do dedo aquelas letras árabes e gregas. Pareceu fazer menos sentido ainda. O mesmo sentimento era compartilhado por todos que novamente se calavam ante ao novo mistério.
– Que ótimo, por que ele não nos disse enquanto era vivo! Começou com o bilhete, depois veio a esfinge, agora são letras gregas, letras árabes, isso parece não ter um fim! – Milena estava indignada com a mais completa falta de horizontes.
César não ficou indiferente ao seu desabafo, foi como se uma luz se acendesse em seus olhos. Ele procurou nos bolsos o bilhete que Gael havia escrito antes de morrer. Esticou o papel no chão, a vista de todos, que sentaram em torno dele esperando uma explicação.
– Isso que você disse Milena: começou de um jeito e parece não ter fim! Claro! Na certa Gael era fã de romances policiais, seu código não é exatamente original... – César continuou empolgado – Essas letras gregas estão no começo da palavra em árabe e no fim dela também, e mais, a letra Alfa
é a primeira do alfabeto grego, a outra letra é Omega
que é a última letra grega! Simbolicamente representam o começo e o fim das coisas! Não é possível que seja isso?Kaled e Sadeh olhavam fascinados a conversa dos jornalistas, na verdade Milena também demonstrava certo fascínio pela maneira em que César ia descobrindo as facetas de Gael. – Sim, agora trocamos seis por meia dúzia César! Pra mim não adiantou nada, ao invés de letras desconexas temos agora um novo mistério! – Milena estava na verdade desafiando César para que ele trabalhasse melhor.
– Você nunca brincou de código quando era jovem, ou, mais jovem? Agora vem a parte mais simples. Elementar, minha cara Milena! Veja o bilhete novamente!
Milena analisou novamente com atenção a carta de Gael – Sim César, o que sugere que façamos?
– É mais simples que você imagina, é só ler a primeira palavra e a última de cada estrofe, princípio e fim, Alfa e Omega! Assim formará um novo texto, o que Gael queria esconder caso caísse o seu bilhete em mãos erradas!
Milena fez mentalmente o que César havia dito:
“Disebek Djau tem bom coração, que nunca lhe digam não.
é um homem generoso, temos como líder um grande religioso.
Enganará aos chacais e lobos e nos livrará a todos.
Quer a nossa gente livrar e dar fim a quem veio nos roubar.
Tesouro raro que o bem nos fará e aos maus certamente matará.
Todos verão como ele é bom, nosso rei sem coroa ou com.
Vírus modernos do mal, para nós jamais serão algo mortal.
Diz isso a quem tu vê, que acreditem e não pergunte o por que.
Foi isso que brotou em meu coração a contra isso não há maldição.
Do ser que não enxerga tenho dó, porque não será visto pelo Faraó.
Mas ele guardará...”
é um homem generoso, temos como líder um grande religioso.
Enganará aos chacais e lobos e nos livrará a todos.
Quer a nossa gente livrar e dar fim a quem veio nos roubar.
Tesouro raro que o bem nos fará e aos maus certamente matará.
Todos verão como ele é bom, nosso rei sem coroa ou com.
Vírus modernos do mal, para nós jamais serão algo mortal.
Diz isso a quem tu vê, que acreditem e não pergunte o por que.
Foi isso que brotou em meu coração a contra isso não há maldição.
Do ser que não enxerga tenho dó, porque não será visto pelo Faraó.
Mas ele guardará...”
Assim que concluiu ela leu em voz alta o bilhete condensado: – “Disebek Djau não é religioso, enganará todos, quer roubar tesouro. Matará todos com vírus mortal, diz que foi maldição do Faraó...” mas o bilhete foi rasgado nas estrofes finais!
– Você sabia disso tudo Sadeh, e não ia nos contar? Esse vírus é muito perigoso! Eu encontrei papéis sobre a mutação do T-rh4 para uma quinta geração ainda mais poderosa, Disebek Djau quer roubar os tesouros da pirâmide e depois ainda matar todos os rebeldes com o vírus e ocultar-se na maldição da pirâmide, é isso Sadeh? – César inflamou-se contra a jovem.Sadeh estava com a voz embargada – Sim, eu descobri isso pouco depois que cheguei ao acampamento! Fui contra, mas como eu podia denunciar ele sendo ameaçada de morte? – Sadeh aumentou o tom da voz para se defender das acusações de César. – Quando ele me deixou há dois anos atrás, ele estava traficando drogas, eu denunciei pensando em ajudar, mas quase o mataram! Dessa vez eu só queria salvar minha vida e a do Kaled que não tem nada a ver com isso! Me calei sim, mas nunca compartilhei dos planos dele!
Milena compreendia agora os planos de Disebek Djau, o porquê ele parecia tão servil a Egmar, era tudo parte de uma estratégia. Depois de saquear a pirâmide ele liberaria o vírus, sem ninguém vivo para desmenti-lo, a lenda da maldição da pirâmide acobertaria seu crime. Milena estava chocada, quantas vidas valiam o tesouro do Faraó, quantas vidas a reportagem testemunharia?
– Ele carrega consigo uma ampola presa ao pescoço com a matriz desse vírus. Todos corremos perigo, ele pode liberar o vírus quando quiser. – Sadeh atribuiu um tom de seriedade a voz Kaled foi ao encontro dela e a consolou com um abraço indulgente.
– Tem mais... – todos continuaram olhando para Sadeh que parecia agora ter redescoberto a palavra –, não sei o que é, mas há alguns dias chegou caixa enorme vinda do Cairo, Disebek Djau ficou nervoso e mandou que levassem essa caixa direto para dentro da pirâmide, tentei descobrir o que era, mas não deu! – Kaled confirmou a chegada da caixa estranha, na verdade César e Milena também já tinham visto aquela caixa quando tentaram invadir o cerco da primeira vez.
Todos ficaram completamente abismados com a história, mas não podiam fazer nada no momento, apenas continuar a jornada. Se era impossível deixar a pirâmide sem passar pela Câmara da Ressurreição, que assim fosse, logo descobririam o que mais Disebek Djau estava planejando, na certa sem o conhecimento de Egmar.
– Tem alguma coisa que não se encaixa nisso tudo, Gael não ajudaria Disebek Djau, ao contrário! O que será que diziam as últimas estrofes do bilhete? – Kaled conseguiu estender o enigma por mais um tempo, mas em vão, ninguém conseguiu pensar em mais nada. Num outro bolso de César permanecia esquecido o resto de bilhete encontrado no bloco, o forte stress havia apagado completamente da memória de César esse fato.
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